Não tenhas medo de ti
O medo é o vampiro da alma
E sem alma és corpo em vácuo
Poc poc poc oco,
Morto no meio das gentes parafraseando a vida de outrem
Aqui és transparente, invisível, branco parede, branco neve, nada, nem coisa alguma
Amas as tuas mãos? E os olhos?
E o teu cheiro? E o teu sabor? A que sabor sabes?
E o teu coração é vermelho sangue ou negro petróleo?
Escolhe e sê a tua pessoa, gosta dessa pessoa, desse ser vivo em sentimento!
Se não darás passos de caranguejo… e em frente onde ficará o foco?
Ama os pensamentos da tua pessoa tal como amas os orgasmos desse corpo de desejo
Acredita no tal positivismo de que todos comentam
Aperta os sórdidos pensamentos contra ferro enferrujado
Livra-te da depressão que te oprime para o fundo incolor do desespero
Sonha e vive os sonhos que der para viver
Os outros vivê-los-ás no sono pesado dos cansados músculos
Amanheceu e respiro fundo, o ar vem bem no fundo dos meus pulmões
Sinto o ar arranhando suavemente a pele dos mesmos dentro de mim
Sinto-me nos Alpes e o ar é puro…
A depressão morreu durante a noite
As lágrimas secaram no deserto
Volto a andar… como anda uma criança dando seus primeiros passos
De quando em vez vou caindo mas logo me levanto e de seguida volto a tentar
Desistir é palavra defunta
Dei a volta ao mundo em 7 horas, acordei e renasci…
Vou tentar a vida uma vez mais
Terça-feira, 13 de Dezembro de 2011
Segunda-feira, 5 de Setembro de 2011
03:55
E tudo é limpo
Um lago fundo de eternidades de sonhos
Sonhos baços pelo tempo
Sonhos esquartejados
Sobejam os restos
Onde não és, mas estás, vais estando
Estanque
Pedra paralisada
Sonhas-te em ser um coral em mutação
Assassinaram-te? Ou suicidaste-te?
És limpo, estás limpo de tudo o que desejas-te
Findou-se o cheiro da tua áurea de ambulante
O vosso corpo apagou o vosso destino de ambições
Pediram um sorriso por dia
Receberam um meio
No meio dos pincéis encharcados de tintas tantas
Puseste os dedos e a boca cavando uma réstia do…
Desse sonho de sono desperto
Sentiste amarelo azedo, azul negro, rosa murcha,
Porém…
Viste, viste… viste! Vermelho luta! Laranja sol!
Castanho berimbau! Verde talvez esperança…
Lilás amor teu, meu, nosso, vosso, deles e delas
Viste uma hipótese
Mas tudo sempre te pareceu tão remoto
Que morreste vivendo,
Procurando estar no ventre de uma tulipa
Para poderes espreitar para fora dela, com um só olho
E veres, o início da felicidade mentirosa
Uma frígida mentira, uma calorosa emoção
Um lago fundo de eternidades de sonhos
Sonhos baços pelo tempo
Sonhos esquartejados
Sobejam os restos
Onde não és, mas estás, vais estando
Estanque
Pedra paralisada
Sonhas-te em ser um coral em mutação
Assassinaram-te? Ou suicidaste-te?
És limpo, estás limpo de tudo o que desejas-te
Findou-se o cheiro da tua áurea de ambulante
O vosso corpo apagou o vosso destino de ambições
Pediram um sorriso por dia
Receberam um meio
No meio dos pincéis encharcados de tintas tantas
Puseste os dedos e a boca cavando uma réstia do…
Desse sonho de sono desperto
Sentiste amarelo azedo, azul negro, rosa murcha,
Porém…
Viste, viste… viste! Vermelho luta! Laranja sol!
Castanho berimbau! Verde talvez esperança…
Lilás amor teu, meu, nosso, vosso, deles e delas
Viste uma hipótese
Mas tudo sempre te pareceu tão remoto
Que morreste vivendo,
Procurando estar no ventre de uma tulipa
Para poderes espreitar para fora dela, com um só olho
E veres, o início da felicidade mentirosa
Uma frígida mentira, uma calorosa emoção
Segunda-feira, 22 de Agosto de 2011
Aconchego
O que há melhor que um sorriso puro?
Um sorriso que vem de dentro do ventre da alma
Um olhar doce e penetrante
Que aquece todo o tormento
Toda a angústia…
A angústia de um mundo perdido de ti
Um mundo que procuras e jamais encontras
Como quem corre incessantemente para um beco sem saída
Um abraço protector, com amor…
Que acolhe o teu corpo e todo o sentimento do Feto que és
Um abraço que cheira o teu eu desconhecido
Que prova cada camada de pele e escuta cada batimento cardíaco…
Tudo isto é efémero!
Que só se guarda na caixinha de recordações, do teu espírito mais cavado
Ou então…jaz tudo paralisado numa pequena pintura realista
Podes olha-la quando quiseres
E guarda-la num cofre de cristal cor de rio
Decorado por pequenas guloseimas de amizade
Todavia existe sempre uma vontade irracional de mergulhares para dentro dessa imagem
Tal como os seres do mar mergulham para o oceano mais fundo e frio
Para aí encontrarem a paz e o silêncio, da sua mortuária saudade
Um sorriso que vem de dentro do ventre da alma
Um olhar doce e penetrante
Que aquece todo o tormento
Toda a angústia…
A angústia de um mundo perdido de ti
Um mundo que procuras e jamais encontras
Como quem corre incessantemente para um beco sem saída
Um abraço protector, com amor…
Que acolhe o teu corpo e todo o sentimento do Feto que és
Um abraço que cheira o teu eu desconhecido
Que prova cada camada de pele e escuta cada batimento cardíaco…
Tudo isto é efémero!
Que só se guarda na caixinha de recordações, do teu espírito mais cavado
Ou então…jaz tudo paralisado numa pequena pintura realista
Podes olha-la quando quiseres
E guarda-la num cofre de cristal cor de rio
Decorado por pequenas guloseimas de amizade
Todavia existe sempre uma vontade irracional de mergulhares para dentro dessa imagem
Tal como os seres do mar mergulham para o oceano mais fundo e frio
Para aí encontrarem a paz e o silêncio, da sua mortuária saudade
eu cá, eu lá
Faço parte de um povo que não é meu
A pele é fria
Os sorrisos são cerrados
Seus corações choram de perda de algo pelo qual nunca lutaram
Todavia Sou de um povo que não é meu
O meu sangue não é deste mas minha alma está em si inata
Já este povo é oposto ao meu de sangue
A pele é quente
Os sorrisos são abertos
Seus corações sorriem por si só, embora motivos de tristeza sobejem
Quem sou eu?
Eu sei quem eu sou, mas não o posso ser
Ou melhor, não devo…
Por isto e por aquilo
Motivos de vómitos de sociedade
Quero fazer a minha música e canta-la
Chega de ouvir a dos outros e nada criar
Quero a verdade dos sonhos e o fim seus sentidos ilusórios
Quero a felicidade que não é esperança infinita
Quero-a neste momento, já, agora, neste segundo inesgotável de certezas
Assim jaz no meu ser dois povos antagónicos
E um medo de ir para as origens do meu espírito e fugir das raízes do meu nascimento
Posso nascer de novo natureza?
A pele é fria
Os sorrisos são cerrados
Seus corações choram de perda de algo pelo qual nunca lutaram
Todavia Sou de um povo que não é meu
O meu sangue não é deste mas minha alma está em si inata
Já este povo é oposto ao meu de sangue
A pele é quente
Os sorrisos são abertos
Seus corações sorriem por si só, embora motivos de tristeza sobejem
Quem sou eu?
Eu sei quem eu sou, mas não o posso ser
Ou melhor, não devo…
Por isto e por aquilo
Motivos de vómitos de sociedade
Quero fazer a minha música e canta-la
Chega de ouvir a dos outros e nada criar
Quero a verdade dos sonhos e o fim seus sentidos ilusórios
Quero a felicidade que não é esperança infinita
Quero-a neste momento, já, agora, neste segundo inesgotável de certezas
Assim jaz no meu ser dois povos antagónicos
E um medo de ir para as origens do meu espírito e fugir das raízes do meu nascimento
Posso nascer de novo natureza?
Boémia
Sou boémia
Gosto do luar e da noite
Gosto do amor de mil corações
Gozo o sentir de todas as maneiras
O gostar que dá arrepios
A sensação que percorre todo o corpo
Um corpo que sente as mãos tocarem todas as sua formas
Todos os traços, toda a pele inerente a um ser que é prazer
O desejo de si e do outro
A loucura que deambula pelos poros
E assim se transpira o desejo
A água na boca que faz salivar pensamentos de perdição
O calor dos corpos aliados a pensamentos de dois seres
Paixão sugadora de todos os sentidos
O olhar intenso
O paladar guloso
A audição que capta todos os suspiros
O toque desde dos pezinhos até cada ponta de cabelo enrolado
Sou diletante no que toca ao desejar
O Desejar sem limites
O sonhar perdidamente, relembrando…
Ansiando toda uma tempestade de estímulos
O beijo perfeito
A telepatia vibrante
Olhas-me cá para dentro
E sugas-me a alma
Gosto do luar e da noite
Gosto do amor de mil corações
Gozo o sentir de todas as maneiras
O gostar que dá arrepios
A sensação que percorre todo o corpo
Um corpo que sente as mãos tocarem todas as sua formas
Todos os traços, toda a pele inerente a um ser que é prazer
O desejo de si e do outro
A loucura que deambula pelos poros
E assim se transpira o desejo
A água na boca que faz salivar pensamentos de perdição
O calor dos corpos aliados a pensamentos de dois seres
Paixão sugadora de todos os sentidos
O olhar intenso
O paladar guloso
A audição que capta todos os suspiros
O toque desde dos pezinhos até cada ponta de cabelo enrolado
Sou diletante no que toca ao desejar
O Desejar sem limites
O sonhar perdidamente, relembrando…
Ansiando toda uma tempestade de estímulos
O beijo perfeito
A telepatia vibrante
Olhas-me cá para dentro
E sugas-me a alma
aceito
Incompleta?
O segredo é a Aceitação
Aceitar o contexto, o meio, o que existe e o que não existirá jamais
É pouco?
No fundo nada é bastante
Quero aprovar uma realidade por mim perpetuamente negada
A alma a nega sem intervalo
Mas o corpo é disciplinado e continua
Num caminho sem fim nem princípio
O corpo não anda, rasteja por caminhos decorados!
Esteja frio ou calor ele prossegue robotizado
São músculos e sangue, carne mecânica que não sente nada
Se é para andar, ele anda
Se é para parar, ele pára
Nada há a converter
Confusão e luta de um ser corpóreo
E um espírito adormecido pela renúncia
A alma discute constantemente com o corpo
E a anemia espalha-se como lagarta sugadora
Assim jaz este Ser comido de esperanças
É o nascimento da aceitação
De um viver sem vida
Sou sociedade como se quer
Sou uma árvore verdejante
Finda no tempo e no espaço
Rica por dentro e defunta por fora
Para sempre enraizada, para sempre sem pernas
Todavia… tudo é mastigado mas nada engolido
O segredo é a Aceitação
Aceitar o contexto, o meio, o que existe e o que não existirá jamais
É pouco?
No fundo nada é bastante
Quero aprovar uma realidade por mim perpetuamente negada
A alma a nega sem intervalo
Mas o corpo é disciplinado e continua
Num caminho sem fim nem princípio
O corpo não anda, rasteja por caminhos decorados!
Esteja frio ou calor ele prossegue robotizado
São músculos e sangue, carne mecânica que não sente nada
Se é para andar, ele anda
Se é para parar, ele pára
Nada há a converter
Confusão e luta de um ser corpóreo
E um espírito adormecido pela renúncia
A alma discute constantemente com o corpo
E a anemia espalha-se como lagarta sugadora
Assim jaz este Ser comido de esperanças
É o nascimento da aceitação
De um viver sem vida
Sou sociedade como se quer
Sou uma árvore verdejante
Finda no tempo e no espaço
Rica por dentro e defunta por fora
Para sempre enraizada, para sempre sem pernas
Todavia… tudo é mastigado mas nada engolido
Quarta-feira, 16 de Junho de 2010
Oceano divisor
O corpo treme
Os olhos estão cansados
Fazem força para abrir
As lágrimas querem cair, em massa pesada !
O coração saiu do meu corpo
Nadando até terras distantes
Cruzou um oceano imenso de falta de sorrisos e Liberdade
Assim jaz meu corpo, sem alma
Ela nadou em direcção à música, ao ritmo enamorado pelo sentimento…
De simplesmente se gostar do outro, porque é bom
Seguro, apaziguador, efervescente de energia límpida
Fiquei somente com água dentro de mim
Está escura, sem belezura cristalina
Faz braço de ferro com os meus pensamentos
Gritantes e enervantes de distúrbio
Aqui não consigo estar, ser… comigo ou com o outro
Os sonhos pulam nos trampolins da minha mente
Fazendo o meu corpo suar
Ensopando todas as energias positivas ainda sobejadas
Quero ir ter com a minha alma
E colar de novo o meu cordão umbilical a ela
Quero ir para junto da sabedoria
Que anda de mão dada com a alegria de se Ser Humano…
Sou cidadã do Mundo
Mas teimam em prender-me a algo que não sou
Algo que as minhas mãos não alcançam mesmo em esforço
Quero ir para junto dos olhares coloridos
Lambidos de amor, paz e bater de asas das aves Livres
Loucas em sonhar incondicionalmente
Quero ir para junto do pandeiro que chama o bater dos pés
Das gentes sofridas, mas todavia vencedoras de alegria e força eterna
Anseio ouvir novamente o Violão emocionado de brasilidades
Será lá a minha cabana?
Sei apenas que foi lá…
Que me senti abraçada pela pertença a um lugar
Quero ouvir de novo, sem ter medo que acabe
O choro brando do berimbau escravo Lutador
Estou faminta por sentir, para sempre…
O abraço das mãos calejadas dos duendes matizados
Cada um e cada uma
Com um coração de uma cor
Unidos e unidas em amar sem receios
Quero de novo o calor das poucas palavras bem ditas
Quero novamente o Axé saltitante dos capoeiristas angoleiros
Colando-se ao meu espírito, como dois seres fazendo amor….
Berrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrroooooooooo!!!!!!
Esticando as veias da faringe
Suplicando socorro de mim mesma
Insegura sou
Sonhadora sou
Corajosa quero ser
De repente… fecho os olhos e estou lá.
Os olhos estão cansados
Fazem força para abrir
As lágrimas querem cair, em massa pesada !
O coração saiu do meu corpo
Nadando até terras distantes
Cruzou um oceano imenso de falta de sorrisos e Liberdade
Assim jaz meu corpo, sem alma
Ela nadou em direcção à música, ao ritmo enamorado pelo sentimento…
De simplesmente se gostar do outro, porque é bom
Seguro, apaziguador, efervescente de energia límpida
Fiquei somente com água dentro de mim
Está escura, sem belezura cristalina
Faz braço de ferro com os meus pensamentos
Gritantes e enervantes de distúrbio
Aqui não consigo estar, ser… comigo ou com o outro
Os sonhos pulam nos trampolins da minha mente
Fazendo o meu corpo suar
Ensopando todas as energias positivas ainda sobejadas
Quero ir ter com a minha alma
E colar de novo o meu cordão umbilical a ela
Quero ir para junto da sabedoria
Que anda de mão dada com a alegria de se Ser Humano…
Sou cidadã do Mundo
Mas teimam em prender-me a algo que não sou
Algo que as minhas mãos não alcançam mesmo em esforço
Quero ir para junto dos olhares coloridos
Lambidos de amor, paz e bater de asas das aves Livres
Loucas em sonhar incondicionalmente
Quero ir para junto do pandeiro que chama o bater dos pés
Das gentes sofridas, mas todavia vencedoras de alegria e força eterna
Anseio ouvir novamente o Violão emocionado de brasilidades
Será lá a minha cabana?
Sei apenas que foi lá…
Que me senti abraçada pela pertença a um lugar
Quero ouvir de novo, sem ter medo que acabe
O choro brando do berimbau escravo Lutador
Estou faminta por sentir, para sempre…
O abraço das mãos calejadas dos duendes matizados
Cada um e cada uma
Com um coração de uma cor
Unidos e unidas em amar sem receios
Quero de novo o calor das poucas palavras bem ditas
Quero novamente o Axé saltitante dos capoeiristas angoleiros
Colando-se ao meu espírito, como dois seres fazendo amor….
Berrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrroooooooooo!!!!!!
Esticando as veias da faringe
Suplicando socorro de mim mesma
Insegura sou
Sonhadora sou
Corajosa quero ser
De repente… fecho os olhos e estou lá.
Quinta-feira, 3 de Setembro de 2009
bosque encantado

Tenho as mãos cansadas
O peito e os olhos
Os sentimentos esgotaram-me o ser
Os músculos já não contraem
A tristeza veio e comeu-me o coração
Agora olhos em espasmo sou
A saliva implodiu e a língua secou-me
É que amo um ser que odeio
O Ser Humano…
Criatura insolente e egoística!
Mas nos fundo um sorriso…
As pessoas são o ser mais desprezível que existe
Mas a verdade é que sem elas a vida não tem palato
É como uma rosa espinhosa sem fragrância
Vezes sem conta vejo-me perdida no meio de um cardume
Rodo e rodo e rodo e rodo
As mãos não alcançam a compreensão
E engolida sou, pelo veneno Cobra Mundo
Nasci e já destinada tinha uma faca para me matar
Fui criança, cresci e olhei pela primeira vez nos olhos do humano
Vi-o e disse: que venha a faca, que eu deste ser não quero beber
A faca veio então, matou-me o corpo baço
Mas deixou-me a alma para a eternidade
Assim tornei-me num fantasma…
Preso a uma vida que não quer viver
Alimento-me de utopias e lágrimas
Sou um corpo separado da alma
Um quebra-nozes sonhador
Unitário, peculiar e por isso infeliz
Vivo num bosque encantado
O meu melhor amigo é um duende verde
Sou uma criança que acredita nas fadas mágicas dos sonhos
E quando acordo, choro por serem só sonhos
Papá protege-me com um abraço!
Mas que dizes criança?
Tu não tens pai, nem protector…
Tu és um fantasma preso
Olha à tua volta poeira! Acorda e vê!
És órfã de amor.
Domingo, 14 de Junho de 2009
puff
Tenho tanta mágoa abafada, que já nem nas palavras me consigo libertar...
De repente tudo deixou de brilhar... Puff
De repente tudo deixou de brilhar... Puff
Terça-feira, 2 de Junho de 2009
camaleão cromático

Saudade?
Tens saudades do quê?
Não sei…
De repente todo o meu corpo tremeu…
Repentinamente deu-me vontade de chorar
Nem sei bem porquê
O meu coração começou batendo em corrida
Deixou-me de pertencer por instantes
Agora coração de um búfalo se trata
O animal corre em fúria aberta
Em corpo audaz, em alma fraqueza
Tanta força ao correr, mas é só quando corre
Em sentimento dói
Dói-me a intransigência do antagonismo
Do saber quem sou e do talvez ser
Como camaleão cromático
O mesmo corpo, mas de cores em mudança
Sou gerúndio em poltrona permanente
Incerto.
Onde não fui, não sou, nem serei
Estou sendo….
Qualquer coisa, indecifrável
Que nem mergulhando ao ventre da minha alma
Obtenho respostas palpáveis
Estou continuamente no esforço
De um braço esticando
Onde quase me toco em globalidade
Onde estico, estico, estico, estico…
Arreeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee!
Que sinto as veias em suspensão
O sangue escorrendo em gotas divisas
Nada alcanço!
Nem sereias de compridos cabelos e ondulados
Nem cactos de espinhos arrojados
Venenosos em doce veneno de LSD
Sou quase alguma coisa.
Ou então é o enervante desejo
De um banho de novas existências
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